domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pescando robalos no quintal do tio!

Esta postagem foi enviada pelo velho amigo Hector, de Florianópolis. Trata-se de uma pescaria no mínimo inusitada. Espero que gostem.

Parece mentira imaginar uma pescaria na casa do tio. Ainda uma pescaria de robalos. Mas é certo que depois do convite do meu querido amigo Paulo Vinícius, posso afirmar que pescamos robalos no quintal da casa do tio dele. O cenário é Florianópolis, distante quinze minutos da região central da cidade. Luiz, tio do Paulo, tem vários lagos nos quais crescem lindos robalos e alguns outros peixes da região, como tainhas e um chamado por aqui de “bananinha”, que por sinal pega muito bem as moscas.
O convite foi feito numa 6ª feira à noite, e no sábado à tarde saímos efetivamente para pescar. O calor era intenso, muita umidade, e promessa de chuva, um prognóstico frequente nos últimos tempos em Floripa. Como disse antes, depois de 15 minutos de carro chegamos ao nosso pesqueiro semi-urbano. Diria que tem esta característica já que é uma mistura de sítio, por causa do terreno e dos lagos, e várias casas e edificações em volta, alem do visual completo da baia norte da ilha de Santa Catarina. Quem nos recebeu foi o Luiz, tio do Paulo, com sua simpatia, e também as duas cachorrinhas que nos acompanharam na pesca: Suze e Frida.
Pegamos nossa tralha e marchamos para os lagos, lá nos fundos do terreno do “tio Luiz”. Paulo levava um verdadeiro arsenal: varas #4, #5 e #7. Eu tinha escolhido levar somente o equipamento #7, pois pelos comentários dele havia robalos de bom porte nos lagos. Linhas, somente as floating, e leaders com tippets 0X. As moscas foram escolhidas na beira do lago maior, depois de ver a movimentação dos peixes. A água estava barrenta, por causa das chuvas dos dias anteriores, por isso decidimos entrar com streamers que afundam rápido e de cores vivas para ativar os peixes. Eu decidi estrear uma mosca tubo (tube fly) que fiz há algum tempo. Uma mosca simples com chenille brilhante no corpo, bucktail branco e marabou azul claro no lombo.
A pescaria começou embaixo de um sol escaldante, mas com ameaça de tormenta. Com esse clima e antes do esperado, apareceu o primeiro robalo! Lindo, de um quilo e meio, pelo menos. Na briga com este peixe vi vários outros acompanharem o colega. Robalos maiores ainda do que aquele que eu havia fisgado. Após colocá-lo na rede, tirei o anzol, fotos e devolução.




A atividade parou, acredito por ser um lugar pequeno, e pelo barulho que causou este peixe na briga. Paulo ficou nesse lago eu fui testar os outros. Para minha surpresa, a resposta foi quase imediata. As “bananinhas” apareceram vorazes na minha “tube fly”. Estava tão entusiasmado que até esqueci de tirar fotos delas. Mais interessante foi a aparição de vários robalos pequenos. Paulo insistia no primeiro lago, e quando voltei para ele sugeri colocar um streamer escuro, pois até aí só estávamos com cores claras. Não passou muito tempo e ele fisgou um verdadeiro “trem”. Infelizmente arrebentou o tippet!!! Calculamos que era de dois quilos para cima.
Pouco depois a tormenta nos começou a castigar, a ponto de termos que nos refugiar na casa. Mas como toda chuva de verão, em uns minutos passou. Assim que de volta aos lagos, seguimos batalhando, eu voltei para outro dois laguinhos menores, onde também as respostas foram rápidas, mas agora com a maioria de robalinhos pequenos. A insistência de Paulo no primeiro lago teve sua recompensa. Fisgou outro lindo robalo, quase do tamanho do meu. Aí, luta, rede, fotos e para a água de novo.



E literalmente água de novo: chuva, trovoadas e raios. Nesta situação, recolhemos as varas e fomos de novo para a casa, a tormenta elétrica estava assustadora. Depois que parou a chuva, a água dos lagos estava muito suja, só eu decidi continuar com mais uns arremessos, mas tinha mudado já a condição de pesca e nossos amigos não pegaram as minhas iscas.
Desta maneira encerramos a tarde de sábado, com uma conversa cordial com o “tio Luiz” que nos convidou a tomar uma cervejinha gelada para acalmar a sede, pensando e filosofando sobre esta aventura de pesca semi-urbana, a somente quinze minutos de casa. Fiquei contente de ver o funcionamento da “tube fly”, um tipo de mosca que vem se impondo em vários ambientes, também pela sua praticidade. Um teste que deu certo para um dos nossos melhores peixes: o robalo. O convite para voltar ao lugar era evidente por parte do Luiz, e claro, nós aceitamos....

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Retorno ao Paraíso

Imaginem um lago de beleza sem igual, com águas límpidas, rodeado por pinheiros e araucárias centenárias em meio às montanhas da Serra da Mantiqueira e repleto de trutas que só se alimentam de insetos aquáticos e terrestres. Este é o cenário do “Pesca na Montanha”, local que freqüento há 15 anos, conforme já falei em outras postagens.



Como faço todos os anos, reservei alguns dias de minhas férias para pescar neste paraíso na companhia de minha esposa.
O lago possui uma grande quantidade de trutas e o grande diferencial em relação a outros pesqueiros é que os peixes não são alimentados, forçando-os a buscar alimento na fauna aquática do lago. Isso os torna muito parecidos com os peixes de ambientes naturais. Por conta disso a pescaria torna-se mais técnica e emocionante, pois temos que observar muito o comportamento do peixe para escolhermos a mosca certa.
Durante nossa estada por lá, todas as manhãs e finais de tarde aconteceram eclosões de insetos, geralmente mayflies (Efemerópteras) na cor bege. Nesses momentos usamos dry flies com tamanho e cor parecidos aos naturais e pescamos arremessando no rebojo dos peixes, quase sempre resultando em uma subida sutil da truta à superfície para tomar a mosca.



No restante do dia utilizamos basicamente woolly buggers em cores escuras. Essa isca consagrada é a “carta na manga” que não pode faltar em uma pescaria de trutas. Com suas características únicas ela pode se passar por um peixinho ou por uma grande ninfa de Odonata, talvez seja esse o segredo de seu sucesso.



A pescaria foi ótima, capturamos e soltamos dezenas de trutas com tamanho entre 300g e 1 kg, más, além disso, estar nesse lugar é sempre uma experiência agradável, o clima frio da montanha, a neblina e a paisagem nos faz relaxar e esquecer da vida, vale a pena.








Desta vez fizemos até um videozinho, a qualidade não está muito boa más da pra ter uma idéia do local: http://www.youtube.com/watch?v=wunqy7yOU5o

Material utilizado:
Varas #2, #3 e #4


Linhas WFF e DT
Moscas: Dryflies #14 e Woolly buggers #8 e #10 com bead head e lastreados
Líderes 3x para os woolly buggers e 5x para os Dryflies


Para mais informações sobre o Pesca na Montanha, acesse: http://www.pescanamontanha.com.br/

Abraço a todos.