segunda-feira, 19 de abril de 2010

Trutas na montanha

Em janeiro deste ano viajei com minha esposa para uma pescaria de trutas no “Pesca na Montanha” em Campos do Jordão.
Ela já pesca de fly há algum tempo, porém nunca havia pescado trutas.
Sob o pretexto de que ela deveria ser “batizada” na pesca do peixe símbolo do fly, lá fomos nós para aquele paraíso.
Nos hospedamos na pousada do velho amigo Eurico, que fica no caminho para o pesqueiro.
Apesar de estarmos em pleno verão, as temperaturas estavam bem agradáveis na
Montanha, o que aumentava nossa expectativa de uma boa pesca.
Durante os dias que lá estivemos a rotina era a mesma; acordávamos cedo, tomávamos o especialíssimo café da manhã servido na pousada e saíamos para pescar.
Começávamos o dia sempre utilizando wooly buggers ou ninfas grandes de Odonatas, sempre com muito êxito. A medida que a tarde avançava e a temperatura caía, as trutas começavam a se alimentar na superfície, então mudávamos para moscas secas e aí tinha inicio nosso “happy hour”. Adams, Royal Wulff , Humpy, qualquer imitação de Efemeróptera era aceita sem cerimônia.
Estranhamente as trutas estavam muito pouco seletivas e atacavam as iscas com muita velocidade e voracidade.
Foram três dias incríveis, com muitas capturas de peixes de vários tamanhos.
Assim como eu, minha esposa tornou-se uma entusiasta da pesca de truta com fly, sorte minha!
Abraço a todos.








domingo, 11 de abril de 2010

Programa de domingo

Tardes de domingo costumam ser entediantes, depois daquele lauto almoço, geralmente nos entregamos à preguiça. Porém hoje, meu amigo Eduardo Feresin tirou-me do ócio com um convite para pescar em uma fazenda de um amigo dele.
Somente o local já vale o passeio, pois trata-se de uma fazenda centenária de café, com construções em estilo colonial, árvores frondosas, jardins muito bem cuidados e para nossa alegria um lago repleto de tilápias, matrinxãs e patingas(um híbrido do cruzamento do pacu com a pirapitinga).
Eu iniciei a pescaria com um woolly bugger e o Eduardo com um clouser minnow. No segundo arremesso uma forte batida seguida de um salto e lá vai embora a matrinxã.
A tarde prometia!
Mais dois arremessos e outra batida, só que desta vez era uma patinga, que tomou toda linha de fly e alguns metros do backing. Poucos minutos depois o peixe se entrega, é fotografado e devolvido ao lago. Nem bem acabo de soltar o peixe e escuto os gritos do Eduardo que travava uma verdadeira luta com uma matrinxã enorme. Depois de vários saltos espetaculares e tomadas de linha a adversária se dá por vencida, é fotografada e solta em seguida.
A tarde seguiu sem mais nenhuma grande captura, más as tilápias apareceram e salvaram o dia. Trocamos os streamers por imitações de ração e tivemos muitas ações, elas atacavam as iscas com voracidade, apesar de não serem grandes.
A pescaria não foi tão boa quanto imaginávamos, más com certeza valeu a pena!