terça-feira, 1 de março de 2011

Caiaque, ampliando os horizontes

Minha primeira experiência com caiaque foi há quase vinte anos, no rio do Peixe na cidade de Socorro-SP e posso lhes garantir que não foi nada agradável.
Era um modelo desses que se entra dentro e com uma estabilidade próxima de zero.
Enquanto o trecho do rio apresentava-se calmo foi tudo bem, más na primeira corredeira o caiaque virou e fiquei alguns segundos, que mais pareceram horas, de cabeça para baixo e batendo nas pedras. Então vocês podem imaginar a impressão que eu tinha desse tipo de embarcação.
Na semana passada, quando meu amigo Fernando me convidou para fazer uma pescaria com caiaque confesso que fiquei meio apreensivo, más aceitei.
Ele possui dois caiaques desenvolvidos para pesca esportiva, extremamente estáveis e seguros e não lembram em nada aquele “caixão” que eu havia entrado anos atrás.
A pescaria foi feita em um lago particular bem próximo da cidade e nosso alvo era os tucunarés. Partimos bem cedo e às 7:00 hs já estávamos pescando.
De início tive um pouco de dificuldade para controlar o caiaque e pescar ao mesmo tempo, más graças à paciência de meu amigo e um pouco de treino logo me familiarizei com a embarcação e obtive as primeiras capturas.


Como o dia estava quente e praticamente não ventava, optei por usar um Popper branco em anzol #8.
Tive muita ação de peixes pequenos, más os grandes não apareceram, com exceção de uma bela traíra que cortou meu tippet.


Já o Fernando teve mais sorte (ou mais habilidade), pegou cinco peixes de bom tamanho, entre 800g e 1 Kg.




Por volta das 12:00 hs encerramos a pescaria e saboreamos um belo churrasco na beira do lago.
A pescaria em si não foi das melhores, más mesmo assim eu curti cada momento. Pescar com caiaque é muito legal, a aproximação silenciosa dos pesqueiros sem grande esforço, a integração com o ambiente e a possibilidade de pescar em locais inatingíveis de outra maneira, são alguns dos bons motivos para praticar esta modalidade.
Sinto que meu horizonte se abriu, agora vislumbro inúmeras possibilidades de novas aventuras.
Bom, para finalizar a história, encomendei um caiaque para mim, deve chegar na semana que vem. Agora só me resta controlar a ansiedade e esperar para colocar na água meu novo “brinquedo”.
Abraço a todos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pescando robalos no quintal do tio!

Esta postagem foi enviada pelo velho amigo Hector, de Florianópolis. Trata-se de uma pescaria no mínimo inusitada. Espero que gostem.

Parece mentira imaginar uma pescaria na casa do tio. Ainda uma pescaria de robalos. Mas é certo que depois do convite do meu querido amigo Paulo Vinícius, posso afirmar que pescamos robalos no quintal da casa do tio dele. O cenário é Florianópolis, distante quinze minutos da região central da cidade. Luiz, tio do Paulo, tem vários lagos nos quais crescem lindos robalos e alguns outros peixes da região, como tainhas e um chamado por aqui de “bananinha”, que por sinal pega muito bem as moscas.
O convite foi feito numa 6ª feira à noite, e no sábado à tarde saímos efetivamente para pescar. O calor era intenso, muita umidade, e promessa de chuva, um prognóstico frequente nos últimos tempos em Floripa. Como disse antes, depois de 15 minutos de carro chegamos ao nosso pesqueiro semi-urbano. Diria que tem esta característica já que é uma mistura de sítio, por causa do terreno e dos lagos, e várias casas e edificações em volta, alem do visual completo da baia norte da ilha de Santa Catarina. Quem nos recebeu foi o Luiz, tio do Paulo, com sua simpatia, e também as duas cachorrinhas que nos acompanharam na pesca: Suze e Frida.
Pegamos nossa tralha e marchamos para os lagos, lá nos fundos do terreno do “tio Luiz”. Paulo levava um verdadeiro arsenal: varas #4, #5 e #7. Eu tinha escolhido levar somente o equipamento #7, pois pelos comentários dele havia robalos de bom porte nos lagos. Linhas, somente as floating, e leaders com tippets 0X. As moscas foram escolhidas na beira do lago maior, depois de ver a movimentação dos peixes. A água estava barrenta, por causa das chuvas dos dias anteriores, por isso decidimos entrar com streamers que afundam rápido e de cores vivas para ativar os peixes. Eu decidi estrear uma mosca tubo (tube fly) que fiz há algum tempo. Uma mosca simples com chenille brilhante no corpo, bucktail branco e marabou azul claro no lombo.
A pescaria começou embaixo de um sol escaldante, mas com ameaça de tormenta. Com esse clima e antes do esperado, apareceu o primeiro robalo! Lindo, de um quilo e meio, pelo menos. Na briga com este peixe vi vários outros acompanharem o colega. Robalos maiores ainda do que aquele que eu havia fisgado. Após colocá-lo na rede, tirei o anzol, fotos e devolução.




A atividade parou, acredito por ser um lugar pequeno, e pelo barulho que causou este peixe na briga. Paulo ficou nesse lago eu fui testar os outros. Para minha surpresa, a resposta foi quase imediata. As “bananinhas” apareceram vorazes na minha “tube fly”. Estava tão entusiasmado que até esqueci de tirar fotos delas. Mais interessante foi a aparição de vários robalos pequenos. Paulo insistia no primeiro lago, e quando voltei para ele sugeri colocar um streamer escuro, pois até aí só estávamos com cores claras. Não passou muito tempo e ele fisgou um verdadeiro “trem”. Infelizmente arrebentou o tippet!!! Calculamos que era de dois quilos para cima.
Pouco depois a tormenta nos começou a castigar, a ponto de termos que nos refugiar na casa. Mas como toda chuva de verão, em uns minutos passou. Assim que de volta aos lagos, seguimos batalhando, eu voltei para outro dois laguinhos menores, onde também as respostas foram rápidas, mas agora com a maioria de robalinhos pequenos. A insistência de Paulo no primeiro lago teve sua recompensa. Fisgou outro lindo robalo, quase do tamanho do meu. Aí, luta, rede, fotos e para a água de novo.



E literalmente água de novo: chuva, trovoadas e raios. Nesta situação, recolhemos as varas e fomos de novo para a casa, a tormenta elétrica estava assustadora. Depois que parou a chuva, a água dos lagos estava muito suja, só eu decidi continuar com mais uns arremessos, mas tinha mudado já a condição de pesca e nossos amigos não pegaram as minhas iscas.
Desta maneira encerramos a tarde de sábado, com uma conversa cordial com o “tio Luiz” que nos convidou a tomar uma cervejinha gelada para acalmar a sede, pensando e filosofando sobre esta aventura de pesca semi-urbana, a somente quinze minutos de casa. Fiquei contente de ver o funcionamento da “tube fly”, um tipo de mosca que vem se impondo em vários ambientes, também pela sua praticidade. Um teste que deu certo para um dos nossos melhores peixes: o robalo. O convite para voltar ao lugar era evidente por parte do Luiz, e claro, nós aceitamos....