Os que acompanham o blog sabem que adoro a pesca de peixes pequenos, em especial do lambarí. Desde que me mudei para Ribeirão Preto vinha procurando um local para pescá-los próximo de casa, sem sucesso. Até encontrei algumas lagoas e trechos do rio Pardo onde era possível fisgá-los, más a pescaria que eu gosto, que é feita em pequenos rios de água cristalina e corredeiras, estava distante da minha realidade, pois este tipo de curso d’água não é comum aqui na região.
Essa realidade mudou quando descobri um riacho com essas características a apenas 35 km da minha casa. O dia que fiz a descoberta foi um Domingo à tarde durante um passeio com minha esposa e estava sem minha tralha de fly, más mesmo assim pude constatar a presença dos peixes quando joguei farelo de pão na água e imediatamente foi atacado por um cardume de lambarís. Imaginem meu desespero. Pronto, agora teria que segurar a ansiedade por uma semana até que pudesse voltar e colocar minha varinha #2 para trabalhar.
Durante a semana atei umas ¨duzentas¨ moscas e convidei o Bernardo, que também é fanático por lambarís, para conhecer o local.
No sábado seguinte lá estávamos nós de wader e wading shoes para explorar o local.
O riacho serpenteia por entre uma mata ciliar bem preservada e tem águas cristalinas que correm sobre pedras e um fundo arenoso.
O trecho que iríamos pescar passa dentro de uma propriedade particular na qual o dono é extremamente zeloso e preocupado com o meio ambiente, não permitindo que nenhum peixe seja abatido.
Logo nos primeiros arremessos começaram as capturas. Era um atrás do outro. Apesar de não serem grandes nos proporcionavam muita satisfação, principalmente ao Bernardo, com sua vara Sage #000 (que inveja!rrrrr).
Usamos basicamente pequenas larvas de midges atadas em anzóis #16 ao #20 já que os peixes não se animaram em atacar nossos dryflies.
Durante umas quatro horas pescamos e soltamos muitos peixes e tiramos inúmeras fotos desse pequeno paraíso.
Depois desse dia, este local entrou definitivamente para nossa lista de favoritos e voltamos lá sempre que podemos. Algumas vezes a pescaria é boa, outras nem tanto, más o importante é que agora temos nosso ¨riozinho no estilo¨ (como diria meu amigo Gregório) para pescar estes pequenos valentes.
Abraço a todos.